Quais são os principais requisitos para ser programador web?

Publicado em 23 julho 2021

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A transição para uma sociedade de base digital está a revolucionar o mercado laboral levando a uma procura crescente de profissionais das Tecnologias da Informação (TI), em especial, na área de programação web.

Seduzidos pelos bons salários e pela facilidade em entrarem no mercado de trabalho, milhares de pessoas estão a apostar na programação web, mas sabe o que faz um programador e quais os requisitos para agarrar com as duas mãos esta oportunidade de carreira? 

O que faz um programador?

Também denominado como “developer”, um programador tem como principal missão transformar instruções lógicas em códigos com o objetivo de executar determinadas sequências, criando assim o programa ou software, ou seja, a “língua” que o computador consegue entender para executar tarefas tão básicas como abrir um ficheiro ou eliminar um item.

Por exemplo, por detrás do Microsoft Word que todos conhecemos, existiu um programador que ao ter transformado instruções de formatação de texto em código (software), vai permitir que os utilizadores consigam sublinhar palavras e/ou alterar opções de personalização visual, como mudar a cor e o tamanho da fonte.

Em suma, um programador é um profissional especializado em engenharia de software, responsável por fazer funcionar um sistema, aplicações e websites, ao nível do design, desenvolvimento e manutenção.

Peças chave no processo de transformação digital de empresas e organizações, os programadores dividem-se por várias áreas de especialidade em função não só do tipo de programação utilizada, como também em função do fim a que se destina.

Entre os mais comuns contam-se:

  • Programadores mobile: Profissionais que criam aplicações para dispositivos móveis, incluindo iOS e Android com utilização de linguagem Java, Swift e Objective-C.
  • Programadores front-end: São responsáveis por criar sites através da conversão de dados numa interface gráfica para o utilizador visualizar e interagir, usando HTML, CSS e Javascript.
  • Programadores back-end: Se os developers front-end nos dão o “palco” onde trabalharmos, os programadores back-end são responsáveis pela funcionalidade do site. Isto significa que tarefas como efetuar logins, criar contas ou partilhar um “post” estão dependentes do trabalho destes profissionais.

Dependendo das funções desejadas para o aplicativo, as linguagens a dominar incluem Java, Python, Ruby e PHP.

  • Full stack developers: São os “todo-terreno” dos programadores. São responsáveis por todas as fases de desenvolvimento de software: ambiente de servidor, rede e alojamento; bancos de dados relacionais e não relacionais; interagindo com APIs; interface e experiência do utilizador; garantia da qualidade; segurança; necessidades de clientes e negócios.

Quanto ganha um programador?

O grau de especialização, o papel fundamental que representam na revolução digital em curso nas empresas e o facto de a procura ser maior que a oferta, faz da programação uma das áreas mais bem pagas em Portugal.

De acordo a Landing Jobs, plataforma especializada em recrutamento no ramo tecnológico, um cientista de dados pode ganhar entre 25 e 32 mil euros brutos anuais, programadores de aplicações para o iOS ganham entre 23 e 32 mil euros, profissionais de QA Testing podem chegar aos 28,7 mil euros anuais brutos, um back-end developer pode auferir entre 23 e 28,7 mil euros anuais brutos e um full-stack developer entre 23 e 28,7 mil euros anuais brutos.

A completar a lista aparecem ainda os front-end developer com ganhos 20,7 e 26,4 mil euros anuais brutos, os UI/UX developers com salários entre 17,2 e 23 mil euros anuais brutos, os Android developers com 23 e 28,7 mil euros anuais brutos e os DevOps developers com salários entre 23 e 28,7 mil euros anuais brutos.

A procura é de tal forma grande que, quando as empresas internacionais entram na equação, estes valores são completamente vaporizados o que, a longo prazo, poderá levar a uma ainda maior falta de programadores e, consequentemente, a um natural aumento dos salários brutos anuais praticados no nosso país.

Requisitos para ser programador

Tendo em conta os salários praticados é natural que esteja a exclamar “quero ser programador!”, mas a verdade é que as vantagens de ser programador são contrabalançadas pelos requisitos que são exigidos para a profissão.

Pensamento Lógico

Entre os principais requisitos para ser programador encontra-se, logo à partida a necessidade de se ter um bom raciocínio lógico. À semelhança da Matemática, a Programação é uma ciência que se quer exata e o pensamento lógico é importante nessa conquista da exatidão, pois os algoritmos criados com as linguagens de programação seguem uma sequência lógica.

Ser prático, criativo e curioso

A ideia por detrás de toda a transformação digital a que assistimos é a de simplificar e acelerar processos. Isto coloca sobre os ombros do programador não só a necessidade de encontrar soluções que se adequem às necessidades das organizações, como também resolver os problemas decorrentes da implementação e desenvolvimento do software.

Atingir a simplicidade é, talvez, a mais difícil das tarefas, mas é por isso que, entre o que é preciso para ser um programador, se encontra a curiosidade e a renovação constante de conhecimentos de modo a criar soluções próprias e a manter-se atualizado para desenvolver projetos atuais e consistentes com a inovação tecnológica.

Saber inglês

Se o inglês é a língua franca dos povos do mundo, no caso da programação, esta adquire uma importância ainda mais extrema na comunicação dado que os comandos das linguagens de programação são em inglês.

Para além disto, as várias publicações e documentação sobre tecnologia são também escritas em inglês e há também cada vez mais empresas com equipas internacionais que adotam o inglês como língua corporativa oficial.

Concentração e boa capacidade de comunicação

A complexidade e volume de trabalho com que terá que lidar será enorme, o que exige do programador uma grande capacidade de concentração. Tão ou mais importante do que a concentração, nestas contas de como ser um bom programador entra, igualmente, a ter uma boa capacidade de comunicação.

Como o desenvolvimento de software se destina, na grande maioria dos casos, a pessoas que não dominam a tecnologia e os seus termos, torna-se assim importante a capacidade de adequar a comunicação e vocabulário.

Como aprender a ser programador?

Porque ser programador é uma profissão de alto grau de especialização, a aprendizagem deve ser sempre realizada com o apoio de profissionais especializados.

Uma das soluções é a entrada na faculdade. Cursos como os de Engenharia Informática, Ciências da Computação, Ciência dos Computadores ou até Programação em Lógica, que são lecionados nos mais variados campus universitários do país, dão aos candidatos a boa preparação para todas as fases do processo de análise, conceção e implementação de soluções informáticas.

Apesar de esta ser uma boa solução para ainda não está no mercado de trabalho, a frequência de um curso de programador web no ensino superior exige não só tempo, como um forte investimento financeiro.

No caso de quem já está no mercado de trabalho, o tempo e a necessidade de requalificação profissional pode não se coadunar com a frequência universitária. Nesta situação, um curso online de programador afigura-se uma boa hipótese de dar um “boost” à sua aprendizagem e obter melhores perspetivas profissionais.

Neste item, os cursos de programação oferecidos por escola especializadas permitem aos seus alunos adquirir formação de uma forma mais rápida e com menor investimento financeiro do que se optar por um curso superior.

Para além de oferecerem aos seus alunos um corpo docente constituído por profissionais em programação no ativo nas maiores empresas nacionais e internacionais, estes centros de formação trabalham em ligação com o mercado de trabalho, o que acaba por resultar numa maior facilidade de um aluno sair diretamente da escola para uma empresa da área.

Este é o exemplo da Wild Code School.

Com cursos de programação em Lisboa, formato presencial, ou no resto do país ou no resto do país (através de remote learning), esta escola com mais de uma década de experiência no ensino da programação oferece uma extensa oferta formativa na área que prepara os alunos para integrarem empresas e projetos na área do digital.

Por exemplo, no curso de programação em Lisboa, o aluno usufrui na Wild Code School não só de professores que são, simultaneamente, Lead Developers nos client-projects, como de uma vasta gama de recursos entre os quais se contam a plataforma de e-learning Odyssey que ajuda a complementar o ensino em sala de aula e, uma vez finalizado o curso, envia os CV's dos alunos para a sua rede de empresas parceiras e dando-lhes a oportunidade de beneficiarem, regularmente, de ofertas exclusivas de emprego e estágios.